23/07/2020

B3 e Tesouro Nacional zeram taxa de custódia do Tesouro Selic

A taxa de custódia será cobrada apenas sobre os valores que excederem o estoque de R$ 10 mil por investidor; medida beneficia mais de 53% de todos os investidores ativos do programa


São Paulo, 23 de julho de 2020 - O Tesouro Nacional e a B3 reduziram, de 0,25% para 0% ao ano, a taxa de custódia para os investimentos no Tesouro Selic até o estoque de R$ 10 mil.

O Tesouro Direto tem hoje quase 1,3 milhão de investidores ativos. Com a zeragem da taxa, um terço deles ficariam completamente isentos de tarifa. Mas, como a medida isenta o pagamento para todos os investidores em Tesouro Selic até o limite de R$ 10 mil em estoque, todos que possuem esse título, e que respondem por 53% da base de investidores ativos do programa, acabarão de alguma maneira sendo beneficiados.

Para ilustrar o efeito da alteração, considere três investidores: um com R$ 9 mil, outro com R$ 11 mil e um terceiro com R$ 20 mil aplicados em Tesouro Selic. O primeiro ficará totalmente isento de taxa. O segundo só terá custo referente à taxa de custódia sobre o valor de R$ 1 mil que excede os R$ 10 mil. O terceiro pagará taxa referente aos R$ 10 mil excedentes.

A tabela abaixo exemplifica os ganhos de acordo com o montante investido:

Investidor

Montante Investido no Tesouro Selic
(estoque)

Custo ao ano Taxa efetiva ao ano
(regra anterior)
Taxa efetiva ao ano
(nova regra)
Quanto paga atualmente ao ano? Quanto passará a pagar
Investidor A R$ 5.000,00 R$ 12,50 R$ 0,00 0,25% 0,000%
Investidor B R$ 11.000,00 R$ 27,50 R$ 2,50 0,25% 0,023%
Investidor C R$ 20.000,00  R$ 50,00 R$ 25,00 0,25% 0,125%
Investidor D R$ 30.000,00 R$ 75,00 R$ 50,00 0,25% 0,167%
Investidor E R$ 50.000,00 R$ 125,00 R$ 100,00 0,25% 0,200%

A mudança entrará em vigor a partir de 1º de agosto e representa mais um marco da série de inovações e melhorias no programa, que incluem a análise contínua de seus custos de manutenção e aprimoramento e que vêm sendo conduzidas pelo Tesouro e pela B3.

A taxa de custódia havia diminuído pela última vez, de 0,30% para 0,25% para todos os títulos, em 1º de janeiro de 2019.

Nesse sentido, o Tesouro e a B3 reafirmam o seu compromisso de monitorar constantemente as oportunidades de reduções estruturais na taxa de custódia cobrada pela B3.