28/04/2026

B3 destina R$ 25 milhões a projetos de educação


São Paulo, 28 de abril de 2026 – Um mercado de capitais forte não se constrói apenas com produtos financeiros sofisticados, tecnologia ou regulação. Ele começa muito antes: na alfabetização, no domínio da matemática básica, na formação cidadã e na capacidade de as pessoas tomarem decisões financeiras conscientes no longo prazo. É com essa visão que a B3 vem estruturando sua atuação em educação, reunindo investimentos superiores a R$ 25 milhões ao longo de 2026 em iniciativas próprias e apoiadas que tratam a educação como base para o desenvolvimento econômico e social do país. 

A estratégia da bolsa do Brasil está baseada no fortalecimento da educação como condição essencial para a formação de cidadãos, investidores e profissionais capazes de sustentar um mercado de capitais desenvolvido. Por isso, a atuação da companhia é organizada em três frentes complementares: educação pública estruturante, educação financeira de investidores e profissionais de mercado e formação de uma cultura de longo prazo.

Educação pública: a base do desenvolvimento

Para 2026, a B3 Social, associação sem fins lucrativos responsável pela atuação social da B3, apoiará 24 projetos na frente de educação, com impacto esperado de atingir 7 milhões de pessoas, abrangendo estudantes, educadores, gestores escolares e comunidades em territórios prioritários. As ações estão concentradas em temas como acesso à educação de qualidade, formação de professores, inovação pedagógica e fortalecimento de ecossistemas educacionais.

Entre as iniciativas, a B3 Social apoia, de forma inédita e em âmbito nacional, a 1° Olimpíada de Professores da OBMEP Mirim, promovida pelo IMPA. A competição científica é voltada a docentes do 1° ao 5° ano do Ensino Fundamental e tem como objetivo fortalecer a formação em matemática dos professores. Ao todo, serão distribuídas 25 medalhas de ouro, 50 de prata, 100 de bronze e 500 menções honrosas. Além disso, após a formação, os medalhistas de ouro poderão apresentar projetos pedagógicos, com possibilidade de receber bolsa de R$ 700 por quatro meses para implementação em sala de aula.

“A B3 direciona investimentos de longo prazo alinhados a indicadores de impacto e à agenda educacional brasileira porque entende que educação é estrutura de desenvolvimento. Nosso foco está em soluções escaláveis e sustentáveis, capazes de fortalecer a base da educação pública e gerar impacto consistente ao longo do tempo”, afirma Fabiana Prianti, head da B3 Social.

Educação financeira: mercado mais preparado

Por meio da B3 Educação, a companhia oferece mais de 200 cursos gratuitos em uma plataforma on-line de educação financeira que reúne 600 conteúdos e alcançou mais de 520 mil usuários cadastrados em 2025. A atuação inclui também capacitação de profissionais de mercado, além de colaborações com instituições de ensino renomadas como Insper, FIA e Ibmec, e com stakeholders estratégicos como CVM, Banco Central, FGC, Planejar e Anbima.

A frente de educação e aproximação com a sociedade também se materializa no Museu da Bolsa do Brasil (MUB3), patrocinado pela B3. Em 2025, o museu recebeu mais de 73 mil visitantes, incluindo estudantes de escolas públicas e privadas, visitantes espontâneos e participantes de sua programação educativa e cultural.

“Mercados fortes são construídos com pessoas bem-informadas. A educação financeira amplia o entendimento sobre riscos, oportunidades e planejamento de longo prazo, fortalecendo não só o investidor, mas todo o ecossistema do mercado de capitais”, afirma Marina Naime, gerente de educação da B3.

OLITEF: iniciativa nacional da B3 e do Tesouro Nacional beneficiou quase 2 milhões de alunos em 2025

Criada em 2024 pela B3, em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional, a Olimpíada do Tesouro Direto de Educação Financeira (OLITEF) incentiva o aprendizado de finanças pessoais, matemática financeira, economia e investimentos entre estudantes do ensino fundamental e médio. Em 2025, a iniciativa alcançou 1,75 milhão de alunos, um crescimento de 220% em relação à primeira edição, com participação de 13.047 escolas e 63.178 estudantes medalhistas. Também foram premiados os 10 mil alunos mais bem colocados no ranking nacional com R$400 cada em títulos públicos. Dessa forma, a OLITEF sai da teoria levando educação financeira na sala de aula para a prática ao dar o primeiro investimento em títulos públicos para esses 10 mil alunos.

A 3ª edição, que será realizada em setembro de 2026, está com inscrições abertas para alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, de escolas públicas e privadas, incluindo a EJA (Educação de Jovens e Adultos). Em 2026, 54 escolas públicas e 1 escola privada serão contempladas cada uma com R$ 100 mil em kits educacionais, e diretores e professores premiados receberão títulos públicos, além da certificação de todos os participantes.

Parcerias que transformam realidades

A B3 Social apoia a Associação Bem Comum, organização que atua há oito anos no fortalecimento da educação pública por meio de formação de secretários municipais, gestores escolares, professores e equipes técnicas das secretarias. Com apoio da B3, a organização pretende impactar mais de 3 milhões de estudantes e educadores, contribuindo para a melhoria da aprendizagem e da gestão escolar.

“A parceria com a B3 nos permite ampliar escala e aprofundar o impacto do nosso trabalho. Investir em educação é investir em desenvolvimento social, autonomia e oportunidades reais para crianças”, afirma Andréa Rocha, Diretora de Desenvolvimento Institucional da Associação Bem Comum.

Para Fabiana, apoiar organizações que transformam realidades é uma forma concreta de assegurar que os investimentos sociais cheguem à ponta com efetividade. “Nosso papel vai além do investimento financeiro. Buscamos fortalecer o ecossistema educacional brasileiro, conectando conhecimento, capital e parcerias qualificadas para gerar transformação social duradoura”, completa a executiva.