11/12/2025

B3 facilita acesso ao mercado brasileiro para pessoas físicas estrangeiras em colaboração com a Interactive Brokers

A partir deste mês, clientes de varejo de uma das maiores corretoras do mundo poderem negociar ações diretamente na bolsa do Brasil


 

São Paulo, 11 de dezembro de 2025 – Investir na bolsa brasileira sempre foi um desafio para pessoas físicas estrangeiras e para os brasileiros não residentes no país. Barreiras como custos elevados, processos burocráticos, falta de integração tecnológica e complexidade tributária dificultavam o acesso, limitando as oportunidades de diversificação e exposição ao maior mercado da América Latina.

Para transformar essa realidade, a B3 liderou uma inovação regulatória, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e tecnológica para simplificar a jornada dos investidores. O resultado é que, a partir deste mês de dezembro, a Interactive Brokers (IBKR), uma corretora eletrônica global automatizada, vai oferecer acesso à bolsa do Brasil para clientes elegíveis nos EUA, Canadá, União Europeia, Reino Unido, Austrália, Hong Kong e Singapura.

A Interactive Brokers oferece acesso a mais de 160 mercados em todo o mundo e, com essa iniciativa, seus clientes terão a mesma experiência simplificada para chegar à bolsa brasileira em poucos cliques. 

“Os investidores globais precisam de acesso contínuo e sem barreiras a mercados diversificados para se manterem competitivos”, afirmou Milan Galik, CEO da Interactive Brokers. “Ao adicionar a B3, estamos oferecendo aos nossos clientes acesso eficiente e de baixo custo a uma das economias emergentes mais dinâmicas do mundo por meio da nossa plataforma global unificada.”

Participante estrangeiro

A Interactive Brokers é a primeira plataforma a operacionalizar o novo modelo criado pela B3 para facilitar o acesso de pessoas físicas do exterior ao mercado brasileiro.

Em maio deste ano, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou a criação da categoria Participante Estrangeiro, proposta pela bolsa. Ela permite que corretoras globais operem no Brasil sem compartilhar dados sensíveis de seus clientes com corretoras locais, que são necessárias para executar as ordens de negociação de ativos desses clientes no país. 

Com o modelo implementado pela B3, as corretoras globais se registram no Brasil como proprietárias de uma conta coletiva e operam em parceria com um custodiante, que será a Unidade de Securities and Financial Services da bolsa. Cabe a ela fazer o cadastro dos investidores pessoas físicas não residentes, garantindo:

  • Conformidade regulatória e preservação da identidade do investidor perante a corretora local, mas respeitando o modelo brasileiro de beneficiário final junto ao Banco Central e a CVM. 
     
  • Onboarding digital simplificado, com emissão de CPF para o investidor não residente via API, de forma integrada aos reguladores.
     
  • Plataforma automatizada, assegurando monitoramento de acordo com as normas de prevenção à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo.

“Derrubamos as barreiras de acesso para os investidores estrangeiros e os brasileiros que vivem fora do país possam negociar na B3 de forma simples e segura. Criamos uma jornada sem fricções – fluida, automatizada e altamente escalável – que ajudará a tornar o mercado brasileiro ainda mais global” disse o CEO da B3, Gilson Finkelsztain.