27/08/2025
Derivativos de Boi Gordo na B3 avançam mais de 300% em 2025 e atingem R$19,6 bilhões em volume financeiro
São Paulo, 27 de agosto de 2025 – A B3, a bolsa do Brasil, registrou um crescimento recorde na negociação dos derivativos de Boi Gordo. Em julho de 2025, o volume financeiro total negociado, somando contratos futuros, opções e rolagens, atingiu a marca de R$19,6 bilhões, um aumento superior a 300% em comparação com os R$4,6 bilhões registrados no mesmo mês de 2024, no ano, o acumulado é de R$ 88 bilhões.
O forte avanço da atividade também se refletiu no estoque de contratos em aberto, número que evidencia o interesse e o compromisso de longo prazo dos participantes. Até julho de 2025, estavam em aberto um total de 176 mil contratos, um crescimento de 61% sobre os 109 mil registrados na bolsa um ano antes. Ainda de acordo com o levantamento da B3, o volume médio diário de negociação foi de 13,5 mil contratos, divididos aproximadamente em 60% de contratos futuros e 40% em opções.
Esse aumento da liquidez foi impulsionado por uma série de desenvolvimentos implementados pela B3. Entre eles, a adoção de um novo indicador de liquidação, calculado pela Datagro, a possibilidade de abrir opções com vencimento no mesmo dia (D0), , a redução da margem de garantia exigida para os contratos futuros, o aumento nos limites de posição para as opções, além de incorporarem a funcionalidade “implied”, que conecta os books (livros de ofertas) dos futuros com o da rolagem. O objetivo é aumentar a liquidez, trazendo, como consequência redução nos custos de execução dos produtos, além de melhores spreads para os clientes que queiram rolar as suas posições entre os diferentes vencimentos dos futuros. (para saber mais sobre a funcionalidade, confira este FAQ)
O perfil diversificado dos participantes mostra que a evolução dos derivativos trouxe benefícios em todos os tipos de estratégia. Segundo dados da B3, em julho de 2025 a negociação dos futuros de Boi Gordo manteve de forma homogênea a distribuição em relação a 2024, com destaque para Pessoas Físicas, responsáveis praticamente pela metade (46,5%) dos contratos negociados no período, enquanto investidores Internacionais (24,1%), Empresas do Agronegócio (15,0%), Instituições Financeiras (9,0%) e Investidores Institucionais (5,4%) dividem o restante da métrica.
Para Marielle Brugnari, head de Produtos Commodities da B3, os números refletem a sinergia entre o mercado de capitais e o agronegócio para geração de oportunidades de ambos os lados. "Atingimos um novo patamar de liquidez e profundidade no mercado de Boi Gordo, o que na prática significa um ambiente mais eficiente tanto para investidores que buscam ganhos em curto prazo, com a volatilidade da commodity, quanto como ferramenta de gestão de risco para investidores institucionais e toda a cadeia pecuarista, incluindo produtores e frigoríficos, que passam a ter cada vez mais previsibilidade financeira nas suas operações. Esse crescimento é fruto de um diálogo contínuo entre a B3 e o mercado, com o objetivo de entender o momento e as necessidades nas diferentes pontas, para então implementar melhorias que geram oportunidades reais", explica Marielle.