15/07/2026

B3 inicia produção assistida de duplicatas escriturais


São Paulo, 15 julho de 2026 – A B3, a bolsa do Brasil, inicia hoje a fase de produção assistida da duplicata escritural, reforçando seu papel na modernização do mercado de crédito. A nova etapa ocorre após a autorização do Banco Central para a atuação da B3 como escrituradora e a conclusão dos testes individuais e integrados realizados com as demais escrituradoras e registradoras participantes do primeiro ciclo do projeto.

A produção assistida representa a fase de entrada em operação do ecossistema de escrituração e registro de negociações de duplicatas escriturais. Durante esse período, haverá convivência entre o regime escritural e o regime cartular, permitindo que a adesão das empresas emissoras de duplicatas, os chamados sacadores, aconteça de forma voluntária.

Nesse ambiente controlado, empresas e financiadores poderão operar com duplicatas escriturais em condições reais de mercado, validando processos, realizando ajustes operacionais e se preparando para a adoção definitiva do novo modelo.

A B3, líder no registro de duplicata mercantil, passa a atuar como escrituradora e registradora da duplicata escritural, oferecendo ao mercado uma infraestrutura robusta, com solidez operacional, suporte técnico especializado, conexão direta com ERPs e plataformas de crédito, governança de dados e integração com os demais participantes do ecossistema.

“Estamos desenvolvendo iniciativas para expandir a proposta de valor da duplicata que vai além das obrigatoriedades regulatórias, com investimento em inteligência de dados e no desenvolvimento de indicadores, análises e ferramentas que contribuam para a segurança e para a tomada de decisão”, afirma Roberta Fortunato, superintendente de Duplicata Escritural da B3.

Com a possibilidade de adesão antecipada, empresas e financiadores podem se preparar para o novo modelo antes da obrigatoriedade regulatória. Nesse período, é possível testar processos, capacitar equipes e realizar integrações tecnológicas de forma gradual, reduzindo riscos associados a adaptações de última hora, como sobrecarga de projetos internos, custos adicionais e desafios de integração.

A implementação obrigatória da duplicata escritural ocorrerá de forma escalonada, com previsão de início para grandes empresas em julho de 2027, para médias empresas, em janeiro de 2028, e expansão para as pequenas empresas em julho de 2028. Até lá, os participantes poderão utilizar o período de produção assistida para acelerar sua adaptação ao novo ecossistema.

 “Quando a obrigatoriedade entrar em vigor, as empresas que já estiverem operando dentro do ecossistema de duplicatas escriturais terão processos mais maduros, maior familiaridade com o sistema e vantagem competitiva no mercado”, comenta Roberta Fortunato.