01/07/2026

B3 está pronta para atuar como escrituradora de duplicatas escriturais

Empresas e financiadores já podem se preparar para adesão ao novo modelo


São Paulo, 01 de julho de 2026 – O Banco Central anunciou oficialmente o lançamento do Ecossistema de Duplicatas Escriturais e a B3, a bolsa do Brasil, que já recebeu autorização para atuar na atividade de escrituração, está pronta para a próxima fase da iniciativa, que representa um avanço importante para o fortalecimento e a modernização do mercado de crédito no país.

A próxima fase do projeto será a produção assistida, um ambiente real em que empresas, financiadores e demais participantes poderão operar com duplicatas escriturais, se adaptando ao novo modelo de negociação e evoluindo o ecossistema antes da obrigatoriedade entrar em vigor. 

“Esse período será fundamental para a consolidação do novo ecossistema. A B3 está preparada para oferecer uma jornada personalizada que preza pelo menor impacto nas operações dos financiadores, bancos e fundos e das empresas, contas a receber e contas a pagar. Nossa prioridade é contribuir para um mercado de crédito mais eficiente, confiável e com segurança e gerar valor aos nossos clientes para além das exigências regulatórias, explica Roberta Fortunato, superintendente de duplicatas escriturais da B3. 

A implementação da obrigatoriedade da emissão da duplicata escritural será gradual e escalonada por porte da empresa. Após esse período de produção assistida, inicia a contagem de prazo de 180 dias para a obrigação de emissão sob a forma escritural as duplicatas de grandes empresas, avançando posteriormente para médias empresas (360 dias) e pequenas empresas (540 dias).

Com a aproximação da obrigatoriedade, as empresas e os financiadores, como bancos e fundos, já podem se antecipar à nova dinâmica do mercado e iniciar sua jornada de adaptação ao modelo escritural. A adoção antecipada surge como uma estratégia para mitigar riscos operacionais, aumentar a segurança das transações e ampliar o acesso ao crédito em um ambiente mais transparente e digital.

Para os financiadores, estar preparado para atuar no novo ecossistema pode ser um diferencial para oferecer taxas mais competitivas e manter uma posição de destaque no mercado. 

Para as empresas, a adesão antecipada permite que iniciem esse processo de forma planejada. Entre os principais ganhos da adoção antecipada está o tempo para adaptação. Ao entrar no modelo antes da obrigatoriedade, as empresas podem testar fluxos operacionais, treinar equipes e ajustar sistemas de forma gradual, sem a pressão dos prazos regulatórios. 

Além disso, as empresas tendem a consolidar práticas mais consistentes em inovação, transparência e segurança, ao mesmo tempo em que podem obter ganhos operacionais, como maior eficiência na gestão de recebíveis, mitigação de riscos e ampliação de acesso a crédito. Com a entrada em vigor da obrigatoriedade, as organizações que já tiverem realizado esse processo estarão com estruturas e rotinas mais consolidadas, o que facilita a adaptação ao novo ambiente.

“A chegada da duplicata escritural tende a tornar o mercado de crédito seguro e acessível, com redução de custos e na ampliação nas oportunidades de financiamento às empresas. Na B3, estamos desenvolvendo iniciativas para expandir a proposta de valor da duplicata, investindo no uso de inteligência de dados para estruturar soluções que vão além da obrigatoriedade, incluindo o desenvolvimento de indicadores, análises e ferramentas que além de trazer mais segurança, facilitam a tomada de decisão”, explica Roberta Fortunato.