28/04/2026

ETF Day Rio debate desenvolvimento, regulação e futuro dos fundos de índice no Brasil

Evento foi realizado nesta terça-feira (28) e contou com a participação de gestoras, provedores de índices e entidades ligadas à distribuição e à consultoria de investimentos


São Paulo, 28 de abril de 2026 – A B3 realizou nesta terça-feira (28), na sede do BNDES, o ETF Day Rio de Janeiro, encontro voltado à discussão sobre o desenvolvimento do mercado de ETFs no Brasil. A programação reuniu representantes da bolsa do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e do BNDES, além de gestoras, provedores de índices e entidades ligadas à distribuição e à consultoria de investimentos para debater os caminhos para expansão dessa classe de ativos.

“A proposta do ETF Day foi discutir não apenas o crescimento do produto, mas também os fatores necessários para o amadurecimento da indústria no Brasil, como inovação, segurança regulatória, formação de profissionais e ampliação do uso dos fundos de índice em diferentes tipos de carteira”, analisa Bianca Maria, gerente de Produtos de Cash Equities na B3, que fez a abertura do evento, trazendo números que comprovam o crescimento da classe de ativos no Brasil. 

No mês de março, os ETFs atingiram R$ 48 bilhões negociados em um mês, R$ 9 bilhões acima de fevereiro (R$ 39 bilhões). Em relação ao mesmo período no ano passado, a evolução é ainda mais notável: 65,5% de crescimento sobre os R$ 29 bilhões de negócios liquidados em março de 2025.

A negociação média diária (ADTV), que se manteve estável na janela mensal (R$ 2,16 bilhões em março contra R$ 2,17 bilhões em fevereiro), apresenta no fechamento do trimestre um desempenho 34,7% superior ao fechamento de 2025, quando a classe negociava uma média de R$ 1,54 bilhão por pregão. 

O mercado também dobrou em volume: R$ 113 bilhões em estoque financeiro registrados em março deste ano, contra R$ 56 bilhões no mesmo mês do ano passado. Até o fechamento de março, a B3 registra 191 ETFs, 75 a mais do que no mesmo mês em 2025 (116).

Para dados atualizados de volume negociado em ETFs no Brasil, clique aqui  e baixe o Boletim Mensal da B3.

Novas fronteiras no mercado de ETFs

O painel sobre novas fronteiras no mercado de ETFs reuniu Andrew Forson, presidente da DeFi Technologies e Chief Growth Officer da Valour; Vitor Batista, responsável pela área de ativos líquidos da Galapagos Capital; e Andrés Kikuchi, diretor executivo da Nu Asset Management. A discussão colocou em pauta a expansão das possibilidades de uso dos fundos de índice, em um cenário marcado por inovação, novas classes de ativos e crescente demanda por instrumentos de investimento mais diversificados, transparentes e eficientes.

O foco foi debater possibilidades de evolução do mercado de ETFs para além dos modelos tradicionais de exposição, com espaço para tratar de novas teses de investimento, estruturas de produto e tendências de demanda. 

Confira o painel completo aqui: Link 

O papel dos provedores de índices

Outro bloco da programação tratou do papel dos provedores de índices, com Davi Freitas, coordenador de Produtos da B3. O tema é central para a estruturação e a governança dos ETFs, já que os índices funcionam como referência para a construção dos produtos, para a transparência das estratégias e para o acompanhamento de desempenho pelos investidores.

Ao longo da apresentação, Freitas explicou a infraestrutura técnica por trás dos índices, destacando que o desenvolvimento da indústria de ETFs depende não apenas da oferta de fundos, mas também da qualidade dos benchmarks, da governança metodológica e da capacidade de criar referências aderentes às demandas do mercado.

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ETF como veículo para investimento em renda fixa

A renda fixa também teve espaço na agenda, em painel dedicado ao ETF como veículo de investimento nesse segmento, com Danilo Gabriel, sócio da XP Inc. e gestor da XP Asset Management responsável por fundos indexados e internacionais. O tema é especialmente relevante no mercado brasileiro, em que a renda fixa ocupa papel importante nas carteiras dos investidores.

A discussão tratou dos ETFs como alternativa para acesso, diversificação, liquidez e eficiência na exposição a diferentes segmentos do mercado de dívida.

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Evolução contínua do especialista em investimentos

No período da tarde, Francisco Amarant (ABAI), Orlando Junior (Ancord), José Brazuna (ABCVM) e Marcelo Milech (Planejar) participaram do painel sobre o papel do especialista de investimentos no desenvolvimento do mercado, representando entidades ligadas à assessoria, certificação, consultoria e planejamento financeiro. O debate reforçou a importância da formação dos profissionais que estão em contato direto com os investidores e que têm papel decisivo na explicação sobre características, riscos, usos e possibilidades dos ETFs.

Os painelistas concordaram que o avanço dos ETFs depende também da capacidade de assessores, consultores e planejadores financeiros traduzirem produtos técnicos em estratégias compreensíveis e adequadas ao perfil dos investidores.

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Desafios e oportunidades na regulação de ETFs no Brasil

A dimensão regulatória foi abordada em painel com Claudio Maes, superintendente de Supervisão de Investidores Institucionais da CVM, e Daniel Maeda, superintendente jurídico da B3. A conversa abordou pontos prioritários, como evolução normativa para a chegada de novos ETFs, como de gestão ativa, alavancados e inversos, além da importância do contínuo aperfeiçoamento regulatório, transparência e mecanismos de proteção ao investidor.

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ETF como ferramenta tática

A programação também incluiu uma discussão sobre ETFs como ferramenta tática, com Pedro Mota, da Nu Asset; Rafael Amaral, da Bradesco Asset Management; e Bruno Tarik, da Itaú Asset. 

O painel abordou o uso dos fundos de índice em estratégias de alocação, hedge, ajustes de exposição e implementação de visões de mercado, reforçando que os ETFs podem ser utilizados tanto em estratégias estruturais quanto em movimentos mais dinâmicos de carteira. 

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O desenvolvimento do mercado de ETFs

Para discutir o desenvolvimento do mercado, um painel reuniu Bruno Stein, sócio e diretor executivo responsável pelos ETFs da Galapagos Capital; Clayton Rodrigues, superintendente de Gestão de Indexados & Internacionalização na Bradesco Asset; e Marcelo Marcolino, superintendente da Área de Mercado de Capitais, Investimentos e Participações no BNDES.

O bloco reuniu diferentes perspectivas sobre a evolução da indústria, o papel dos investidores institucionais, a ampliação da oferta de produtos e a contribuição dos ETFs para o aprofundamento do mercado de capitais brasileiro.

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O que todo assessor precisa saber?

O evento também trouxe uma discussão voltada ao trabalho dos assessores, com foco no tema “ETFs: da alocação à estratégia, o que todo assessor precisa saber”, conduzida por Alessandra Gontijo, CCO e sócia da Investo. A conversa reforçou a necessidade de aproximar essa classe de ativos das decisões reais de construção de carteira, reforçando mais uma vez a importância da educação dos profissionais de investimento.

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SPIVA Report

O último painel contou com apresentação sobre o SPIVA Report, conduzida por Cristopher Anguiano, da S&P Dow Jones Index, trazendo para o debate dados internacionais já consolidados de desempenho, benchmarks, gestão ativa e gestão passiva em ETFs lastreados no S&P 500.

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