17/09/2026
ETFs ganham 223 mil investidores em um ano e alcançam 862 mil CPFs na B3
São Paulo, 17 de setembro de 2026 - A trajetória de crescimento dos ETFs ganhou força no primeiro semestre de 2026. O número de pessoas físicas com fundos de índice na carteira passou de 639 mil, em junho de 2025, para 862 mil no encerramento do segundo trimestre deste ano. Foram 223 mil novos investidores em um ano, uma expansão de 34%. Em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o avanço foi ainda mais expressivo: 223 mil novos CPFs, avanço de 34%.
No recorte anual, o valor em custódia dos investidores pessoas físicas em ETFs aumentou R$ 8,2 bilhões, passando de R$ 26,9 bilhões para R$ 35,1 bilhões, alta de 62%. Os dados fazem parte do boletim “Análise da Evolução dos Investidores na B3”, referente ao segundo trimestre de 2026.
Os ETFs (Exchange Traded Funds) são fundos de índice negociados em bolsa que acompanham o desempenho de indicadores de mercado. Por meio deles, o investidor pode acessar diferentes classes de ativos, como ações, fundos imobiliários (FIIs), criptomoedas e índices internacionais, de forma simples e diversificada. Na prática, esses produtos permitem ampliar a exposição a mercados globais sem a necessidade de abrir conta no exterior, realizando o investimento diretamente em reais pela B3.
A evolução dá continuidade ao movimento observado ao longo de 2025. Entre dezembro de 2024 e dezembro de 2025, a base de investidores em ETFs havia aumentado 24%, de 581,6 mil para 721,7 mil CPFs, enquanto o valor em custódia cresceu 49%, de R$ 18,1 bilhões para R$ 26,9 bilhões. Somando os dois períodos, a base avançou quase 50% desde o fim de 2024, com a entrada de aproximadamente 280 mil investidores.
A ampliação da oferta de produtos contribuiu para esse movimento. Somente em 2025, 62 novos ETFs foram listados na B3, e o ano terminou com cerca de 180 fundos de índice disponíveis. As alternativas incluem ETFs de renda fixa, criptomoedas, ações brasileiras e internacionais, além de fundos ligados a setores, tendências de mercado e temáticas ESG.
“O ETF tem sido destaque frequente no boletim da evolução dos investidores na B3, o que reforça um ponto de inflexão no conhecimento, aumento desse produto na alocação de portfólio pelos agentes financeiros, das corretoras e bancos aos seus assessores de investimentos e gerentes e aprofundamento da diversificação pelos investidores. Em apenas seis meses, a base ganhou cerca de 140 mil investidores e o valor em custódia avançou 30%. Isso também demonstra que precisamos continuar suportando o movimento de ampliação da oferta de produtos e soluções para diferentes perfis e objetivos de investimento”, afirma Felipe Paiva, diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3.
Diversificação avança na renda variável
O avanço dos ETFs ocorreu em um cenário de ampliação da participação das pessoas físicas na renda variável. A base passou de 5,5 milhões de CPFs em dezembro de 2025 para 5,7 milhões no segundo trimestre de 2026, com a entrada de cerca de 200 mil investidores. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento foi de 7%.
O valor total em custódia na renda variável também aumentou. Depois de encerrar 2025 em R$ 636,2 bilhões, alcançou R$ 656,3 bilhões no segundo trimestre de 2026, uma expansão de R$ 20,1 bilhões em seis meses.
Além dos ETFs, outros produtos registraram crescimento no recorte anual. O número de investidores em ações no mercado à vista avançou 8%, enquanto os fundos listados, como FIIs e Fiagros, tiveram aumento de 15% na base de investidores e de 25% no valor em custódia.
Renda fixa mantém trajetória de crescimento
A renda fixa também continuou atraindo novos poupadores e investidores. A base passou de 105,1 milhões de brasileiros, em dezembro de 2025, para 107,1 milhões no segundo trimestre de 2026. Isso representa a inclusão de aproximadamente 2 milhões de pessoas em seis meses.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, a base de investidores em renda fixa cresceu 7% e o valor em custódia avançou 11%. Entre os destaques estão os CDBs e RDBs, que registraram aumento anual de 7% no número de poupadores e investidores e de 23% no patrimônio investido.
Tesouro Direto supera R$ 240 bilhões
O Tesouro Direto encerrou o segundo trimestre de 2026 com 3,5 milhões de investidores, ante 3,4 milhões em dezembro de 2025. Em seis meses, aproximadamente 100 mil novos investidores passaram a ter títulos públicos na carteira.
O crescimento foi ainda mais expressivo em termos financeiros. O estoque avançou de R$ 202,4 bilhões no encerramento de 2025 para R$ 242,6 bilhões no segundo trimestre de 2026. A alta foi de R$ 40,2 bilhões, ou aproximadamente 20%, em seis meses. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, o crescimento chegou a 43%.