22/01/2026

Índices da B3 com ETFs listados acumulam altas de até 63% em 2025


São Paulo, 22 de janeiro de 2026 – Os principais índices de renda variável da B3 registraram valorização em 2025, com destaque para os que contam com ETFs que acompanham seu desempenho, com ganhos acima de 60% no ano. Um levantamento realizado pela bolsa do Brasil revela os 20 indicadores com maior valorização entre os que têm ETFs atrelados, que facilitam o acesso a suas teses de investimento.

O índice de Utilidade Pública (UTIL), que mede o desempenho das ações de empresas essenciais, como energia, saneamento e gás e que conta com o ETF UTLL11, lidera esse ranking de rentabilidade em 2025, com alta acumulada de 63,16%.


Na sequência aparece o Ibovespa BR+ Cap 5% (IBBC), que reflete o desempenho das ações e BDRs (de companhias brasileiras listadas no exterior) mais líquidos, limitando a participação de cada empresa a um máximo de 5% da carteira. Ele conta com o ETF CAPE11 e avançou de 49,02%. Em terceiro lugar está o índice Financeiro (IFNC), composto pelas ações mais representativas e negociadas desse setor, incluindo bancos, seguradoras e intermediários, que subiu 46,21% e pode ser acessado por meio do ETF FIND11.
 

O grupo dos cinco primeiros é composto ainda pelo Ibovespa Empresas Privadas (IBEP), que calcula o desempenho médio das ações de companhias de capital privado com maior negociabilidade e relevância na bolsa brasileira, teve alta de 42,90% e tem o ETF SPVT11 atrelado ao índice; além do Ibovespa. Smart Low Vol (IBLV), que rendeu 40,89%, conta com o ETF LVOL11 e tem foco nas empresas com menor volatilidade.
 

Confira o ranking completo:
 

Posição

Rentabilidade dos índices mais 
rentáveis da B3 em 2025 que contam com ETFs

Ticker dos ETFs de renda variável que 
seguem os índices B3

Índices B3

Código

Retorno %

1

Utilidade Pública

UTIL

63,16

UTLL11

2

Ibov. BR+ Cap 5%

IBBC

49,02

CAPE11

3

Financeiro

IFNC

46,21

FIND11

4

Ibov. Empresas Privadas

IBEP

42,9

SPVT11

5

Ibov. Smart Low Vol

IBLV

40,89

LVOL11

6

Ibov. BR+ EW

IBBE

40,74

EWBZ11

7

Carbono Eficiente

ICO2

40,59

ECOO11

8

ISE - Sustentabilidade Empresarial

ISEE

35,41

ISUS11

9

Ibovespa

IBOV

33,95

BBOV11, BOVA11, BOVB11, BOVS11, BOVV11, BOVX11, IBOB11 e XBOV11

10

IGC Trade

IGCT

33,7

GOVE11

11

IBRX Brasil

IBXX

33,45

BRAX11

12

IBRX 50

IBXL

32,11

PIBB11

13

Ibov. Smart Dividendos

IBSD

31,45

NDIV11 e NSDV11

14

Small Cap

SMLL

30,7

SMAB11, SMAC11 e SMAL11

15

Ibovespa B3 BR+

IBBR

30,45

B3BR11, BRAZ11 e NBOV11

16

Dividendos B3

IDIV

29,99

DIVO11 e DIVD11

17

IDiversa B3

IDVR

28,85

DVER11

18

Ibov. High Beta

IBHB

24,25

HIGH11

19

IFIX Liquidez

IFIL

20,46

XFIX11

20

Materiais Básicos

IMAT

11,61

MATB11

 
 

ETFs facilitam o acesso do investidor aos índices da B3

Os Exchange Traded Fund (ETFs) são fundos de investimento negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho de um índice de referência e são uma opção para investidores que buscam diversificação e praticidade.

Para investir, é necessário abrir uma conta em uma corretora de valores. A escolha do ETF deve considerar os objetivos financeiros e o perfil de risco do investidor. Com diversas opções disponíveis, a análise de custos, como taxas de administração e corretagem, também é fundamental.

“Os ETFs se destacam por combinar diversificação, simplicidade operacional e custos reduzidos. A negociação desses fundos ocorre durante o pregão da bolsa, permitindo ao investidor comprar ou vender cotas a preços de mercado. Além disso, os produtos podem ser utilizados tanto em estratégias de longo prazo quanto em alocações táticas, acompanhando movimentos específicos de setores, fatores ou temas representados pelos diversos índices”, explica Hênio Schedit, gerente de Índices na B3.

Após a escolha, o investimento é feito através da colocação de ordens de compra ou venda na plataforma da corretora, da mesma forma como são negociadas ações, por exemplo. O investidor passa a ter exposição automática à carteira que compõe o índice escolhido (como Ibovespa, IBRX, índices setoriais, de dividendos ou temáticos), respeitando os critérios definidos em sua metodologia. A B3 divulga de forma periódica a composição e as regras de cada indicador, o que garante transparência sobre os ativos que integram os ETFs.