02/03/2026

Já pensou em receber uma renda extra “alugando” as suas ações na B3? Modalidade cresceu 51% em 2025

Levantamento do Datawise+, solução de dados da B3, aponta que, entre janeiro e dezembro de 2025, o montante financeiro relativo a ativos emprestados avançou de R$ 229,9 bilhões para R$ 347,1 bilhões


São Paulo, 02 de março de 2026 – O mercado de empréstimo de ativos registrou um crescimento expressivo de 50% no volume negociado na B3 em apenas um ano, consolidando-se como uma ferramenta estratégica para trazer rentabilidade adicional ao portfólio. 

Segundo levantamento do Datawise+, solução de dados da B3, entre janeiro e dezembro de 2025, o montante financeiro relativo a ativos emprestados avançou de R$ 229,9 bilhões para R$ 347,1 bilhões. Esse crescimento foi ainda mais evidente na comparação entre os meses de dezembro de 2024 e dezembro de 2025, período em que a modalidade avançou 67%. 

No entanto, muitos investidores ainda desconhecem que podem ser doadores de seus ativos em troca de uma taxa de remuneração. Nessa modalidade, o doador continua recebendo dividendos e juros sobre capital próprio normalmente, enquanto o tomador utiliza os papéis para estratégias de curto prazo ou proteção. A segurança da operação é garantida pela B3, que atua como contraparte central e exige garantias dos tomadores, eliminando o risco para quem empresta.

“O mercado brasileiro de empréstimo de ativos está cada vez mais maduro e tem a pessoa física como um de seus protagonistas. Acreditamos que essa é uma modalidade que tem muito a crescer, pois traz vantagens para todos os lados do negócio e ainda promove aumento da liquidez nos ativos”, explica Pedro Bustamante, superintendente responsável por Empréstimo de Ativos na B3.

Mercado em expansão 

É no ambiente regulado da bolsa que os investidores encontram liquidez e transparência para rentabilizar suas carteiras. Enquanto os fundos de investimento respondem por 47% da demanda (tomadores), os investidores pessoa física já representam 33% das ofertas de ativos (doadores), superando investidores não residentes (13% dos doadores e 36% dos tomadores) e instituições financeiras nessa ponta da operação. Essa democratização reflete o interesse crescente por produtos que oferecem uma camada adicional de retorno sobre o patrimônio já existente. Os instrumentos mais negociados concentram-se em fundos de índices e ações de alta liquidez, que compõem a base do Ibovespa B3 e de outros indicadores importantes.

Conheça os ativos mais negociados no mercado de empréstimo em 2025: 

  • ETFs (BOVA11): Ocupa o topo do ranking de aluguéis, sendo o principal instrumento para investidores que buscam exposição ou proteção em relação ao desempenho do índice Ibovespa B3.
     
  • Blue chips (VALE3 e PETR3/PETR4): As ações da Vale e da Petrobras continuam entre as favoritas tanto de doadores quanto de tomadores devido ao seu alto volume financeiro e liquidez diária.
     
  • Setor financeiro (ITUB4, BBAS3 e BBDC4): Grandes bancos como Itaú, Banco do Brasil e Bradesco figuram no Top 10, oferecendo recorrência e estabilidade para as operações de aluguel.
     
  • Ações de crescimento e consumo (ABEV3, WEGE3 e PRIO3): Papéis como Ambev, Weg e Prio completam a lista dos dez ativos mais requisitados, demonstrando a diversidade de setores que compõem esse ecossistema.