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14/12/2021

B3 amplia esforços para atuar além do negócio principal em 2022

Investimentos em novas iniciativas podem atingir até R$ 440 milhões


SÃO PAULO, 14 de dezembro de 2021 – Em evento com investidores, a B3, a bolsa do Brasil, apresentou sua estratégia de negócio para 2022, que prevê mais esforços para buscar oportunidades além de seu negócio principal. Os investimentos em novas iniciativas e negócios devem ficar entre R$ 380 milhões e R$ 440 milhões no próximo ano, aumento de cerca de 64% em relação a 2021.

O CEO da B3, Gilson Finkelsztain, citou a aquisição da Neoway, empresa especializada em big data, analytics e inteligência artificial, como uma iniciativa nesse sentido. Após a confirmação da compra da Neoway, que ainda depende de validação da CVM, a B3 poderá viabilizar sua plataforma de distribuição de dados, a partir da combinação de informações próprias e dados públicos do mercado. “Vamos ampliar a oferta de produtos nas áreas de crédito, varejo, KYC (verificação de usuários), compliance e, claro, mercado de capitais”, afirmou o executivo no B3Day, evento em que a companhia fala com os investidores sobre seus planos estratégicos.

Durante o B3Day, os executivos da bolsa do Brasil detalharam como a expansão para novas frentes de negócios deve ser realizada a partir do ano que vem. Foram apresentados os quatro pilares onde a companhia deve dedicar mais atenção:

  • UIF (Unidade de Infraestrutura para Financiamento), área da B3 que realiza serviços no segmento de registro de garantia de automóveis, terá uma priorização de oferta de dados & analytics para o varejo; gestão mais independente; maior agilidade; flexibilidade para parcerias;
  • Digital Assets: produtos regulados; criação de serviços de plataforma de infraestrutura para criptomoedas;
  • Venture Builder: portfólio de “opções de grandes negócios”; apetite a risco e disposição de errar; talentos incentivados a empreender e
  • Outros Negócios.

Segundo Finkelsztain, expandir em outras frentes de atuação significa desenvolver atividades que apoiam o ecossistema, possibilitando não apenas novos negócios em infraestrutura de mercado, como também tornar o atual core business mais leve e flexível a ponto de responder com agilidade e eficiência a eventuais demandas de um mercado cada vez mais disruptivo.

Plataforma de criptoativos

Entre os pilares de atuação em novos negócios, a área de Digital Assets será a responsável por desenvolver uma infraestrutura para criptomoedas, facilitando o lançamento de novos produtos em cripto. Atualmente, a bolsa do Brasil já oferece produtos de criptomoedas, como ETFs (fundos que replicam índices), COE (certificados de Operações Estruturadas) e derivativos.

“A B3 vai oferecer uma infraestrutura para a negociação de cripto. É natural que façamos a expansão para o mundo regulado das criptomoedas”, afirmou Gilson Finkelsztain. “Não é uma bolsa de cripto, mas devemos entrar nesse mercado para oferecer serviços para quem negocia cripto”, completou.

O CEO da bolsa detalhou alguns produtos que devem fazer parte da estratégia de cripto da companhia. Entre eles estão:

  1. Tokenização para facilitar a digitalização de ativos, potencializando a distribuição e a liquidez;
  2. Negociação e acesso a centros de liquidez, para mitigar as complexidades de acesso a um mercado fragmentado e global;
  3. Custódia de ativos digitais, para fornecer custódia confiável nas transações em blockchain;
  4. Facilitação de balcão, para dar mais segurança e eficiência na movimentação e bi DVP de ativos digitais;
  5. Ganhos de eficiência de capital para mitigar a natureza pre-funded das operações,
  6. Cripto as a service, a fim de facilitar aos clientes a exploração do mercado cripto com baixo atrito.

O CEO também afirmou que a bolsa está trabalhando no desenvolvimento de um Futuro de Cripto. Atualmente, a B3 negocia cinco ETFs de criptomoedas, que representam 6% do total de R$ 60 bilhões de custódia em ETFs diversos disponibilizados pela bolsa do Brasil. 

+ Confira o boletim de novembro com o desempenho dos ETF disponíveis na bolsa

Fortalecendo o negócio principal

Em relação a novos produtos financeiros, a B3 informou que devem ser lançados no mercado ETF de renda fixa, futuros de índices internacionais, simplificações para atuações de robôs de operações de alta frequência (HFT) e ampliação do RLP (retail liquidity provider). 

O vice-presidente de Operações, Mário Palhares, reforçou as ações da companhia em relação ao RLP (retail liquidity provider), operação que permite às próprias corretoras ou participantes do sistema de intermediação serem contrapartes do fluxo de ofertas a partir de suas bases de clientes.

Hoje, o RLP só é permitido para minicontratos de dólar e de índice, e a proposta em processo de aprovação na CVM é ampliar para a negociação de ações.

Já na prateleira de juros, moedas e mercadorias, a B3 pretende entregar no ano que a vem a modernização da Clearing de câmbio, EDS/UDS e Rolagem de Futuros de Moedas Estrangeiras em USD.

Sucesso operacional em 2021

Para o CEO da bolsa, a alta do turnover velocity (velocidade que a empresa transforma seus ativos no mercado em receita financeira), que passou de 87%, em 2018, para os atuais 144% é uma das grandes demonstrações de dever cumprido nestes quatro últimos anos da companhia, após a fusão entre BM&FBovespa e Cetip que originou a B3.

Colecionando acontecimentos significativos nesse período – como o expressivo aumento do número de pessoas físicas investidoras (cerca de 4 milhões de CPFs), o recorde de abertura de capital (45 IPOs no ano), a ampla diversificação dos produtos, a evolução do setor de distribuição e outros –, a B3 alcançou um enorme sucesso operacional, com um expressivo crescimento de Ebtida e lucro financeiro neste ciclo.

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Só a média anual do volume diário negociado (ADTV) por pessoas físicas na B3 subiu de R$ 2,2 bilhões, em 2018, para R$ 6,9 bilhões (out/ 2021). As captações por meio de follow-ons e IPOs registraram R$ 126,9 bilhões.

Todas essas evoluções só foram possíveis devido à capacidade da B3 de olhar os seus clientes como prioridade número 1 no dia a dia da companhia. Estar próximo a esse público é ouvir suas necessidades, compreender seus desafios e pensar em soluções, tentando simplificar ao máximo a sua vida.

Nas palavras de Ana Buchaim, diretora-executiva de Pessoas, Marketing, Comunicação e Sustentabilidade, o aumento da satisfação do cliente é uma busca iniciada desde o primeiro dia de vida da B3.

“A cultura de abertura e colaboração faz parte dos nossos valores”, diz. “Procuramos vivenciar essas práticas em cada iniciativa, na agenda de todas as pessoas da organização, o que deixa a companhia mais leve, fluída e atenta a melhorias em todas as áreas”, conclui.