ETF CONNECT

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O ETF Connect faz parte do programa de acesso mútuo ao mercado, criado para ampliar a conectividade e expandir os investimentos entre Brasil e China. O mecanismo permite a listagem recíproca de ETFs entre os dois países, aumentando as oportunidades de investimento para ambos os mercados. Inicialmente, o programa contempla ETFs de renda variável, possibilitando que ETFs referenciados em índices de ações chineses sejam listados na B3 e que ETFs baseados no Ibovespa sejam listados na China.

Para mais informações sobre ETFs: https://b3.com.br/en_us/products-and-services/trading/equities/stock-exchange-traded-fund-stock-etf.htm

Linha do tempo:

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2014

Início das discussões entre os mercados da China e do Brasil.

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2018

Roadshow e apresentação do projeto para as gestoras brasileiras.

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2024

Assinatura de Memorandos de Entendimento (MoUs) entre reguladores (CVM e CSRC).

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2024

Assinatura de MoUs entre as gestoras brasileiras e chinesas.

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2024

Acordo de licenciamento do Ibovespa com gestores chineses.

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2025

Assinatura de MoUs com as bolsas de Xangai e Shenzhen.

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2025

Operacionalização do projeto e listagem oficial dos ETFs no Brasil e na China.

A iniciativa foi viabilizada pelo acordo entre a Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) e a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC). Em 2024, após a assinatura dos MoUs, a B3, juntamente com as bolsas de Xangai (SSE) e Shenzhen (SZSE), formalizou a conectividade de ETFs entre os dois países.

Atualmente, a China possui mais de 30 ETFs lançados em parcerias semelhantes com outros mercados asiáticos, como Japão, Singapura e Hong Kong. O Brasil é o primeiro país fora da Ásia a implementar o ETF Connect.

Como funciona?

Infográfico ilustrando o fluxo de investimentos entre a Bolsa de Valores da China e a B3, a Bolsa brasileira, através de ETFs (Exchange Traded Funds). No lado esquerdo, investidores chineses aplicam em ativos locais por meio de um gestor de ativos chinês, que desenvolve ETFs brasileiros. No lado direito, investidores brasileiros investem em ativos locais com o auxílio de um gestor de ativos brasileiro, que cria ETFs chineses. O gráfico evidencia a interconexão dos mercados e ressalta o papel dos gestores de ativos na criação de ETFs, facilitando o acesso a investimentos internacionais

Descrição da imagem: Infográfico ilustrando o fluxo de investimentos entre a Bolsa de Valores da China e a B3, a Bolsa brasileira, através de ETFs (Exchange Traded Funds). No lado esquerdo, investidores chineses aplicam em ativos locais por meio de um gestor de ativos chinês, que desenvolve ETFs brasileiros. No lado direito, investidores brasileiros investem em ativos locais com o auxílio de um gestor de ativos brasileiro, que cria ETFs chineses. O gráfico evidencia a interconexão dos mercados e ressalta o papel dos gestores de ativos na criação de ETFs, facilitando o acesso a investimentos internacionais

  • Vantagens
    • Negociação de ETFs elegíveis entre Brasil e China sem dupla regulação.
    • Facilita a oferta de ETFs com foco em ativos dos dois países.
    • Conecta os mercados acionários brasileiro e chinês, ampliando o acesso dos investidores.
    • Promove diversificação de estratégias para redução de riscos.
    • Amplia as oportunidades de crescimento das carteiras, aumentando as classes de ativos disponíveis.
  • Elegibilidade
    • Apenas ETFs de índices de ações alinhados ao mercado local são aceitos.
    • Os emissores de ETFs devem seguir as regras regulatórias de cada país, como as normas QFII e RQFII na China e as normas da CVM no Brasil.
    • É necessário firmar acordo entre os emissores, estabelecendo que o ETF investirá mais de 90% dos ativos em um ETF-alvo listado na bolsa correspondente e desenvolverá o produto para negociação na bolsa parceira.
    • Recomenda-se que os emissores consultem previamente a bolsa de origem antes de avançar nas negociações com a contraparte.
  • ETFs Listados
    Código Nome Gestao de Fundos Data de Listagem
    PKIN11 B-index etf connect china universal csi 300 fundo de índice BANCO BRADESCO S.A. 27/05/2025
    TECX11 B-index etf connect china amc chinext fundo de índice BANCO BRADESCO S.A. 27/05/2025
    SILK11 IT NOW MSCI CHINA A50 FUNDO DE ÍNDICE ITAÚ UNIBANCO S.A. 11/07/2025
  • Negociação

    Para ser elegível à negociação, o ETF deve ser listado via ETF Connect. As regras e definições seguem o padrão estabelecido para o produto nas respectivas bolsas.

  • Marketing e Comunicação

    A comunicação sobre ETFs no mercado brasileiro deve seguir as diretrizes do Anexo V da Resolução CVM 175 e o Guia ANBIMA para Publicidade e Divulgação de Material Técnico para Fundos de Investimento.

    Página Eletrônica
    Os ETFs devem manter uma página eletrônica de acesso público com informações atualizadas, incluindo:

    • Regulamento do fundo;
    • Demonstrações financeiras;
    • Relatórios de auditoria;
    • Informações periódicas e eventuais exigidas pela CVM.

    A atualização frequente dessas informações é fundamental para garantir transparência e fácil acesso aos investidores.

    Divulgação de Informações Periódicas
    ETFs devem divulgar, em intervalos regulares, informações como balanço patrimonial, demonstração de resultados e demonstração de fluxos de caixa. Todos esses dados devem estar disponíveis ao público na página eletrônica do fundo.

    Divulgação de Informações Eventuais
    Qualquer fato relevante deve ser divulgado imediatamente após sua ocorrência, garantindo que os investidores estejam sempre informados sobre mudanças importantes.

    Material de Divulgação
    O material de divulgação dos ETFs deve ser claro, objetivo e destacar os principais aspectos do fundo, incluindo:

    • Política de investimento;
    • Riscos envolvidos;
    • Histórico de desempenho.
    • O gestor é responsável pela elaboração e atualização desse material, assegurando precisão e veracidade das informações.

    Regras de Publicidade e Divulgação
    A publicidade e divulgação de material técnico devem estar alinhadas ao prospecto, regulamento e demais documentos do fundo. É proibido:

    • Garantir, prometer ou sugerir resultados futuros garantidos ou isenção de riscos;
    • Fazer qualificações injustificadas;
    • Utilizar superlativos sem comprovação;
    • Apresentar opiniões ou previsões sem base técnica.
  • Alíquota do Imposto de Renda

    No Brasil, os ETFs de ações têm tributação fixa de 15% sobre o ganho de capital, independente do prazo do investimento. Em operações de day trade com ETFs de ações, a alíquota é de 20% sobre o ganho líquido, com retenção de 1% na fonte.

    Na China, o programa ETF Connect concede isenção fiscal para investidores institucionais estrangeiros qualificados (QFIIs e RQFIIs) sobre ganhos de capital em operações com ETFs, permitindo negociação sem cobrança de imposto sobre o ganho de capital.

  • Educacional – Informações de Mercado sobre Séries de Índices e Ações Listadas na SSE e SZSE