03 - Títulos Publicos Brasileiros
Os principais títulos públicos no Brasil são os títulos de dívida governamentais emitidos pelo Tesouro Nacional. O governo emite esses títulos para arrecadar fundos que ajudem a custear/liquidar suas obrigações, como pagamento de salários e investimentos em educação e saúde. Títulos públicos são divididos em duas categorias: títulos pré-fixados e pós-fixados.
Os títulos públicos pré-fixados possuem retorno definido no momento da compra. Título pós-fixados são remunerados de acordo com a taxa pela qual estão indexados, como a Selic e o IPCA.
| Título | Categoria | Índice | Regra Geral | Cupom | Resgate Principal | Resgate Antecipado |
|---|---|---|---|---|---|---|
| LTN | Pré-fixado | Nenhum | Até 4 anos | Nenhum | No vencimento pelo valor nominal | Se o título for negociado antes do vencimento, o valor de mercado prevalecerá, com isso a lucratividade pode ser maior ou menor do que a contratada na data de compra |
| NTN-B | Pós-fixado | IPCA | Até 40 anos | 6% a.a. pago semestralmente | No vencimento pelo valor nominal, adicionado a rentabilidade do título desde sua data base | Se o título for negociado antes do vencimento, o valor de mercado prevalecerá tanto para a compra quanto para a venda. No vencimento, o título apresenta pagamento único do valor principal que é atualizado pelo IPCA a partir da data de compra, juntamente com o último cupom de juros. |
| NTN-F | Pré-fixado | Nenhum | Até 10 anos | 10% a.a. pago semestralmente | No vencimento pelo valor nominal | Se o título for negociado antes do vencimento, o valor de mercado prevalecerá, com isso a lucratividade pode ser maior ou menor do que a contratada na data de compra |
| LFT | Pós-fixado | Selic | Até 5 anos | Nenhum | No vencimento pelo valor nominal, adicionado a rentabilidade do título desde sua data base | O preço pelo qual o título está sendo negociado inclui o prêmio ou desconto recebido na compra. Portanto, não é necessário adicionar as taxas no cálculo da rentabilidade. |
Riscos
Títulos do governo estão sujeitos a risco de mercado e de crédito.
Risco de crédito é a possibilidade do detentor do título, neste caso o governo, falhar no pagamento dos juros ou do valor principal nas datas acordadas. Este risco é mensurado utilizado diversas metodologias, como a EMBI+ (risco Brasil) e as avaliações publicadas por agências de rating.
- EMBI+ (Risco Brasil): o EMBI+ (Emerging Markets Bond Index) é um índice baseado em bônus (títulos de dívida) emitidos por países emergentes. Mostra os retornos financeiros obtidos diariamente por uma carteira selecionada de títulos desses países. A unidade de medida é o ponto base (bps). Dez pontos base equivalem a um décimo de 1% (0,1%). Os pontos mostram a diferença entre a taxa de retorno dos títulos dos países emergentes e a taxa oferecida pelos títulos emitidos pelo Tesouro dos EUA. Essa diferença é o spread, ou spread soberano.
- Agências de Rating: a classificação de crédito soberano é dada por instituições especializadas em análise de risco de crédito atribuindo pontuações ao país emissor da dívida. Estas agências avaliam a capacidade e a disposição de um país honrar integralmente e no tempo correto os pagamentos da sua dívida. O rating é um instrumento relevante para os investidores, pois fornece uma opinião independente sobre a classificação de crédito da dívida do país avaliado. Oficialmente, o Brasil possui acordo de classificação de crédito com as seguintes agências: Standard & Poor's (S&P), Fitch Ratings (Fitch) e Moody's Investor Service.
Risco de mercado: flutuações de preços de títulos públicos causadas por alterações nas taxas de juros e taxas de inflação. Devido a diversos fatores, a curva de taxas de juros pode ser alterada, fazendo com que o preço dos títulos públicos se altere. Como a taxa de juros é inversamente proporcional ao preço do título, a subida de um leva à queda do outro.